Informações sobre o álbum de estreia de Troye Sivan

O tão aguardado álbum de estreia de Troye está cada vez mais próximo, e para aumentar ainda mais ansiedade vamos ver o que esperar dele.

Na entrevista da revista Manuscript, em fevereiro, foi passada a informação de que o álbum era esperado para ser lançando ainda no primeiro semestre. Mas Troye ainda continua trabalhando nos toques finais e nos ensaios de sua possível turnê. Segundo ele próprio, em um evento do YouTube de abril, o álbum está chegando mais breve do que pensamos.

Logo após o lançamento de TRXYE, em agosto de 2014, Troye começou a trabalhar duro em seu álbum, contando com colaborações de uma equipe forte: Bonnie McKee, Jack Antonoff, Allie X (possibilidade de uma parceria), Paul Mac, Josef Salvat, Broods, Leland, Alex Hope, Jia Lih, entre outros.

Sua página no site da EMI Austrália diz: “O álbum ainda a ser intitulado incluirá “Happy Little Pill” e visa desenvolver ainda mais a rica mistura atmosférica de batidas, baladas, e influências que começaram em TRXYE – o desenho de um enredo sonoro de um amor de Lana Del Rey, Lorde, Frank Ocean, Banks, Broods e outros. O álbum contém uma grande quantidade de contribuidores/participações ao redor do mundo mas com a maior parte do processo de produção feito por Sivan junto com o dueto de Perth SLUMS/JL que foram indicados para o prêmio APRA de Produtor do Ano pelo seu trabalho em TRXYE.”

O DJ e produtor australiano Paul Mac falou sobre como foi trabalhar com Troye, em uma entrevista de Março:

MF: Falando sobre ‘nova geração’, você tuítou sobre estar trabalhando com Troye Sivan
PM: Quando ele assinou com a EMI Records, eles o enviaram para escrever com um monte de gente para ver quais tipos de direções poderiam acontecer. Então nós fomos juntos para o estúdio um dia.
Eu chamei Megan Washignton junto, então nós tivemos uma sessão de escrita a três, e nós escrevemos uma música que é um pretendente para o álbum dele. Ele também esteve em LA e provavelmente escreveu mais 500 músicas desde então. Nós apenas tivemos um dia junto no estúdio, e foi muito bonito. Nós fizemos uma música muito bonita. Mas eu não sei se estará no álbum.

Uma possível parte da tracklist poderá ser:

Happy Little Pill (com vozes do público)
Fools
Talk Me Down (ouça um trecho aqui)
I Still Have You

O álbum, assim como a possível turnê, está cada vez mais próximo. No final de Julho Troye estará na VidCon, o que cria expectativas de que ele anuncie algo relacionado ao seu novo material lá, já que foi na edição do ano passado do evento que ele anunciou e contou detalhes do EP TRXYE.

A gravadora tem investido bastante nesta nova revelação do pop teen, que alcançou a primeira posição em diversos países com seu EP e seu single ‘Happy Little Pill’, além de debutar na 5ª posição da Billboard 200. Se apenas com um EP ele já foi longe, o seu álbum de estreia conta com um sucesso garantido. Só resta esperar mais um pouco para ouvirmos o resultado desse longo tempo de trabalho.

Ouça “Papercut”, parceria entre Zedd e Troye Sivan

O álbum True Colors (Zedd) foi lançado dia 15 de Maio, contando com a participação de Troye Sivan na faixa Papercut.

Ouça abaixo no Spotify:

Compre no iTunes:

Presença de Troye na VidCon 2015 é confirmada

Apesar de ser um dos últimos anunciados, Troye foi finalmente confirmado na VidCon, o maior evento de YouTubers que acontece anualmente em Anaheim, Califórnia.

Troye havia postado anteriormente que não tinha certeza sobre sua presença no evento, muito provavelmente por conta de sua agenda com a finalização de seu álbum.

É importante lembrar que na edição do ano passado Troye usou a oportunidade para anunciar e dar detalhes sobre o seu EP TRXYE. Isso eleva o rumor de que neste ano ele também dê informações sobre seu álbum de estreia.

O evento acontecerá nos dias 23, 24 e 25 de Julho.

Entrevista traduzida: Good Weekend

Confira a entrevista traduzida da Good Weekend, divulgada em fevereiro:

Troye Sivan, o jovem mais famoso que você ainda não conhece

Para a maioria dos compradores que estão na Murray Street em Perth, Troye Sivan de 19 anos provavelmente se parece com qualquer outro jovem do local – embora seja excepcionalmente um bem bonito – caminhando com sua mãe e seu irmão mais novo. Mas para garotas de uma certa idade (diga-se, 12 a 17), Sivan parece existir em um plano totalmente diferente. Usando a marca registrada de seu topete e uma camisa larga do Tumblr, ele poderia estar a uma boa distância de 100 metros e mesmo assim as garotas de alguma forma sentem a presença dele, o jeito em como os pássaros detectam distúrbios invisíveis em seu ambiente.

Logo em seguida – em Topshop e City Beach; fora de Fossil e a agência de notícias – Sivan está rodeado por garotas no processo de exaustivamente se enlouquecerem. Para ser sincero, a maioria delas são adoráveis e sensatas, pedindo para tirar uma selfie com Sivan antes de correrem para uma gritaria privada em grupo. Mas em outros dias, os fãs de Sivan tem legítimos colapsos induzidos pela hipófise. Outras gritam bem perto de sua cara, enquanto outras derramam lágrimas quentes e silenciosas.

No Halloween passado, fãs rastrearam o endereço da casa de Sivan e aguardaram no lado de fora da porta da frente, gritando provocativamente, “Doçuras ou travessuuuuras” O irmão mais novo de Troye, Tyde – que possui a cara que pertence à revista Dolly e está rapidamente se tornando famoso em seu próprio direito – diz sem expressão que isso estava mais para “Troye ou Tyyyyde?” Os irmãos passaram a noite se escondendo dentro de casa, reféns em sua própria casa. Mais tarde, Sivan me conta que este tipo de comportamento é que o faz evitar estar perto de escolas locais após as 4 da tarde. A mãe de Sivan, Laurelle, acrescenta que ela está no processo de retirada se sua casa da lista telefônica.

Enquanto Laurelle e seus filhos sobrem as escadas rolantes em David Jones, ela sussurra para Troye, “Olhe”. Na seção de perfumes, uma garota do ensino fundamental aperta a mão de sua mãe, olhando para Sivan como se se ela tivesse visto Jesus, ou um unicórnio bem tratado. A celebridade teen sempre vigilante, Sivan volta para descer as escadas rolantes para chama-la em sua direção, como se fosse para dizer, “Está tudo bem”

Enquanto a garota e Sivan posam para uma foto, a mãe dela sorri para nós, perplexa de felicidade. “Desculpa, eu não tenho a menor ideia de quem vocês são,” ela diz. “Mas claramente você é alguém muito importante para minha filha.”

Se você não sabe quem é Troye Sivan, também – nunca ouviu falar do garoto – então parabéns. Você está oficialmente velho. (Não se preocupe: eu caí nessa categoria antes de escrever essa história, também). Ou, no mínimo, você não é uma garota adolescente ou um jovem gay que vive no mundo desenvolvido, os dois principais públicos obcecados com este triplo habilidoso (cantor-compositor, ator, vlogger) contemporâneo, nascido em África do Sul, e vive em Perth.

Você também não é um dos mais de 3,1 milhões de inscritos no YouTube de Sivan que segue seus vlogs semanais, 2,4 milhões de seguidores no Twitter, 2,1 milhões de fãs no Instagram, 1,3 milhões de seguidores no Facebook ou seus inumeráveis fãs que compraram seu primeiro grande EP da gravadora (o super chiclete mas furiosamente impronunciável TRXYE), que disparou na primeira posição no iTunes de 58 países. (Nota: 58 países representam grosseiramente um terço dos países no mundo.)

Isso também significa que você não andou pela estação central de Sydney ou embarcou nos bondes de Melbourne recentemente, que tem sido decorados com anúncios do YouTube promovendo os olhos de outro mundo de Sivan – cílios grandes; quase que muito grandes para sua cara – olhando para você como se fosse uma versão serena e bondosa do Grande Irmão de George Orwell. E você definitivamente não é um membro da equipe editorial da Time Magazine que declarou Sivan como um dos jovens mais influentes do mundo de 2014, ao lado da colega pop star Lorde, líder do protesto em Hong Kong Joshua Wong e ganhadora do nobel da paz Malala Yousafzai.

Quando a Time publicou o artigo, foi incluída uma enquete no final para que os leitores pudessem votar em seus teens favoritos. Sivan bateu todos da lista menos Yousafzai, quem apenas ganhou o Nobel. Quando falo para Sivan sobre este ranking online da Time, seus olhos aumentam. “Eu estou grato que Malala está na frente de mim” ele diz. “Isso seria uma completa blasfêmia se eu estivesse no topo.” O que quer dizer que Sivan está aliviado que ele não bateu uma premiada do Nobel, mas não está tão surpreso de ter chegado perto.

De qualquer maneira, Troye Sivan é bastante famoso. Mas ele se sente famoso? Não particularmente, ele diz. “Talvez seja porque meus fãs são bem específicos – são garotas jovens.” Para o resto, ele é completamente desconhecido – aquela mãe confusa no David Jones sendo um caso em questão. Ainda assim, em uma era de quedas recordes de vendas e fossilizações de grandes gravadoras, é notável que qualquer artista – australiano ou não – continua conseguindo vender muitas unidades pelo mundo. Então como um garoto aparentemente normal, que cresceu na cidade mais isolada do mundo, se tornou em uma das maiores estrelas do mundo? Tudo parece fracamente improvável. Mas tudo começa a ter mais sentido quando você conhece Troye Sivan, e – mais importante – a família dele.

Grande o bastante para beber e novo o bastante para nunca ter votado, Troye Sivan (nome completo: Troye Sivan Mellet) continua morando com sua família, 20 minutos do centro comercial e financeiro de Perth. Sua residência é infalivelmente agradável, tem algumas borboletas voando em volta quando vou bater na porta. Quando Laurelle Mellet abre a porta para me receber, fica óbvio, primeiro, de onde Troye pegou seu visual; e segundo, que Sivan teve uma infância confortável.

Com admirável cabelo estilo Cleópatra e maçãs do rosto em forma de maçã, Laurelle me leva pela casa luxuosa e multi-nivelada dos Mellets enquanto conversamos sobre sua ex-carreira como modelo profissional na África do Sul. Como resultado, todos os filhos Mellet são o que você pode chamar de “geneticamente abençoados”. Na sala de estar, prateleiras e prateleiras estão cheias de fotos molduradas das crianças quase cientificamente fofas: o irmão mais velho de Sivan, Steele, 21 anos, irmã mais nova Sage, 17, e irmão mais novo Tyde, 15. Assim que estou pensando que Sage poderia ser uma modelo, eu fico sabendo que ela já está “se intrometendo” na indústria, como se ser modelo profissional fosse um hobby casual, como fazer um jardim interno ou badminton.

Cada membro da família Mellet tem um enorme número de seguidores nas redes sociais em seu direito. Eles são como a família von Trapp fotogênica na era do Facebook. Os fãs de Troye tratam a família como Pokemon virtual que eles precisam colecionar. Todos os Mellets – em diferentes graus – jogam juntos animadamente, marcando o outro em fotos e dando um alô pelas plataformas. (Comentários típicos no Instagram de @sageybaby: “Você se parece muito com o Troye”; “Por que todo mundo na sua família é gostoso”; “A família inteira deles é perfeita pra cacete? PQP.”) Até mesmo os tweets indecisos de Sage (“Eu preciso de verdade melhorar nessa coisa de Twitter”) consegue 345 curtidas, enquanto Tyde de sondagem, com um comentário social profundo (“No momento sentado numa cadeira”) acumula 669 estrelas douradas do Twitter. O Instagram pessoal de Sage tem agora 101.000 seguidores, enquanto o irmão Mellet mais velho Steele – quem todos os Mellets concordam que é o membro mais “privado” da família – tem mais de 7000 seguidores no Instagram e outros 9000 no Twitter. Os pais Laurelle e Shaun também não são preguiçosos. Combinados, @mamamellet e @Shaunsivan possuem mais de 91.000 seguidores no Twitter. Se você unisse seus seguidores de todas as redes sociais, os Mellets provavelmente poderiam formar sua própria pequena nação.

Shaun Mellet – um cara careca imensamente energético e simpático – trabalha em imobiliária e fala como um orientador Sul-africano, animado sobre a vida. “Nós não tivemos que arrastar nenhuma das crianças para dentro disso,” ele diz na sala de estar, sorrindo com uma parede de dentes brancos. “Eu sempre estou dizendo para eles, ‘Façam o que vocês amam! Porque você vai se sair tão bem nisso que eles irão te pagar para fazer isso!’ “
Sivan é um caso bem preciso, claramente.

“Ele era obviamente muito diferente…” diz Shaun.

“…desde o primeiro dia.” Laurelle completa, concordando.

“Não havia nenhuma infelicidade,” Shaun acrescenta. “Ele era apenas… diferente. Ele nunca chutou uma bola, nunca jogou esportes; não gostava de ficar no sol. Ele tem olhos azuis e é sensível.” Laurelle esclarece que “sensível” não significa “tímido e reservado”. Quando Sivan era uma criança nos anos 90, ele fazia seus pais fecharem as cortinas do quarto – para que ele pudesse sair dramaticamente detrás delas, antes presenteando-os com os hits de Spice Girls e Aqua.

Uma vez que ele começou a ter aulas de canto, Sivan rapidamente construiu uma reputação de todo-mundo-quer-essa-criança-da-cidade – “o garoto soprano com aquela voz de garoto de igreja”, como ele explica agora. Ele publicou vídeos de suas performances no YouTube, e rapidamente, sinagogas bem sucedidas – em casa e no exterior – começaram a convidar o jovem, judeu, de olhos grandes Troye Sivan Mellet para performar para eles. Sivan estava em uma subida de sucesso, ganhando prêmios em shows de talentos na escola, fazendo apresentação após apresentação, antes de ser escolhido a dedo para cantar ao lado de Guy Sebastian em um programa de caridade televisionado para todo o estado.

Quando eu pergunto para Sivan e seus pais separadamente se ele já havia falhado – você sabe, em qualquer coisa – todos eles suspiram antes de contarem a mesma história. Sivan estava em seu início da adolescência e havia voado para Los Angeles para cantar em uma grande gala Judaica, mas ele também estava passando pela puberdade e sua voz estava falhando. “Eles queriam que ele cantasse uma música específica – uma música de Declan Galbraith – e era uma música com notas muito altas,” diz Laurelle. “Nós havíamos trabalhado com a professora de canto dele e estávamos até mesmo chamando ela para vir para LA. Ele foi para o palco e estava cantando belamente, quando ele trocou um verso. Isso derrubou-o.” Uma nota errada e a música estava distante de ser consertada. Essa é provavelmente uma das poucas performances ao vivo de Sivan que você não encontrará no YouTube.

“Eu estava com muito medo,” diz Sivan, desarrumando seu cabelo. “Mas ao mesmo tempo – e eu sei que isso parece ridículo – aos 12 anos, eu estava muito cansado.”

Abalado, Sivan decidiu que nunca mais queria cantar novamente. Laurelle e Shaun ficaram tristes, mas como Shaun explica, “Nós saímos de perto e o deixamos sozinho por três anos”.

É uma vida particularmente encantada onde uma carreira suavemente é levada rapidamente a um dos maiores sucessos. Com seu recém-chegado tempo livre, Sivan começou trabalhosamente a fazer vlogs, parcialmente inspirado pela sensação do YouTube sul-africana, Caspar Lee, quem foi motivo de rumores por ter ganhado seu primeiro milhão aos 20 anos.

Usando um iPhone e uma SLR digital, Sivan aprendeu sozinho a como editar vídeo no Adobe Premiere e se juntou ao segmento tagarela do Youtube de tópicos como “Coisa irritantes que pessoas fazem no Instagram” e “Que cueca você usa?” – o tipo de material produzido por qualquer DJ comercial de rádio FM. Entretanto, o jeito hiperativo de Sivan de falar, combinado com seus looks e um público-alvo fiel de garotas de idade escolar, provou ser uma poderosa máquina de dinheiro.

Hoje em dia, Sivan ganha uma porção considerável de sua renda com o dinheiro gerado pelos anúncios publicitários em seus vídeos do YouTube, com os analistas de redes sociais Social Blade concluindo que os ganhos anuais de Sivan podem ser qualquer valor entre $55.000 e R$444.000.

Um dos vídeos mais populares de Sivan – visto mais de 4 milhões de vezes – foi uma simples confirmação para a câmera de que ele é gay, postado logo após seu aniversário de 18 anos. Apesar de ser um grande momento para seus seguidores gays e as seguidoras do sexo feminino de Sivan – típico comentário: “Espera, então, se ele é gay, eu não posso me casar com ele ” – Sivan estava compartilhando algo sobre ele que sua família e amigos já sabiam desde que ele tinha 14 anos. Mesmo assim, Sivan estava preocupado em postar o vídeo – principalmente por causa de seus inscritos que ele potencialmente perderia. (“Eu tenho a maioria da audiência de garotas no YouTube.”) Sivan acabou ganhando muitos milhares ao invés.

Sivan já havia se assumido para sua família alguns anos antes, durante um período que ele seriamente se refere como sua “jornada de autoconhecimento”. No início da puberdade, ele começou a se juntar a fóruns de gays adolescentes (tudo anonimamente, já que que ele já estava construindo um perfil) e assistiu vídeos de pessoas saindo do armário no YouTube. Ele se tornou um fã de modelos de vida Australianos abertamente gays, um pouco mais velhos como os comediantes Tom Ballard e Josh Tomas. Depois de inicialmente contar a uma amiga próxima que ele era bissexual, antes de se conciliar com o fato de que era na verdade gay, ele decidiu contar para seu pai, Shaun. “Isso meio que chega ao ponto em que você sente que isso é tudo que você consegue pensar, e isso fica repetindo em sua cabeça toda hora, em qualquer momento que você estiver sozinho com alguém,” ele diz. “‘Será que eu devo contar a eles ou não? Essa é a hora certa? Como eu posso levar a conversa a esse ponto?’ Isso é uma coisa muito estranha de se começar a falar.”

Em uma noite, Sivan e Shaun ficaram até tarde conversando sobre qualquer coisa e tudo, quando a religião apareceu.

“Se você pudesse mudar qualquer coisa sobre o Judaísmo, o que você mudaria?” Sivan perguntou para seu pai.

Shaun pensou sobre isso. “O jeito em como ele lida com os gays,” ele disse. “E você?”

Sivan disse que sentia o mesmo, depois tomou um longo tempo e acrescentou, “Porque eu sou gay.”

Pensando sobre esse momento agora, Shaun e Laurelle ficam com os olhos um pouco brilhosos.

“A verdade é…” Shaun começa

“…Nós sabíamos, lá no fundo,” Laurelle termina.

Sivan recorda, “Eu contei para meu pai e em uma semana nós contamos para toda a família. Meu irmão mais velho entrou em meu quarto um dia, chorando, e me abraçou. No outro dia foi a minha irmã; no dia seguinte foi meu irmão. Quando falaram para Sage, ‘Troye é gay’, ela falou, “Com quem?!’”

Isso exige a pergunta – a pergunta que todo jovem gay no hemisfério ocidental quer saber no momento: Sivan está interessado em alguém no momento?

“Mais ou menos,” ele diz. “Eu meio que tenho alguém, mas com as viagens isso fica meio complicado.”
Quando eu pergunto como ele consegue manter um namoro a longa distância, Sivan dá de ombros. “Você não consegue. Essa é a coisa mais complicada do mundo. Eu não estou dizendo onde ele mora. Ele pode morar em Perth, pode morar em Los Angeles, ele pode morar em Sydney. Mas isso será a “longa distância” [de qualquer jeito], porque eu estou sempre longe de qualquer lugar. Isso é difícil.”

Nos dias em que passei conversando com Sivan, esta foi uma das poucas vezes em que ele diz que acha algo genuinamente difícil.

Após o passeio pelo shopping, Laurelle nos embala na Highlander 4WD da família para visitar Kings Park, para termos uma vista melhor da cidade de Perth. Enquanto ela procura por uma vaga no estacionamento, ela nos encoraja – metade brincando, metade falando sério – para pedir ao universo por uma vaga livre.

Anos atrás, Shaun e Laurelle estavam fortemente envolvidos com os seminários da Alpha Dynamics. Essa é uma organização que defende o pensamento positivo, adotando ideias similares a aquelas encontradas em livros como O Segredo. Como resultado, conceitos da Nova Era como “colocando as coisas fora para o universo” e “as leis da atração” temperam as conversas diárias entre os Mellets. Após avistar uma vaga – o sistema funciona! – Sivan e Laurelle me contam que eles passarão esta noite gravando a fita de audição para um futuro filme de terror psicológico.

Quão confiante Sivan está sobre conseguir o papel? Sivan dá de ombros, mas Laurelle irradia confiança.
“Nós apenas colocamos isso fora para o universo que nós precisamos de acertar em cheio a audição,” ela diz muito feliz.

Atuação nunca foi algo que Sivan buscou fazer, mas este lado de sua carreira tem provado ser bastante lucrativa. No início dos dias de YouTube de Sivan, um agente de talento encontrou seus vídeos e entrou em contato, alimentado por um palpite de que Sivan se daria bem nas telas. Laurelle – quem uma vez já havia trabalhado como agente de talento – ajudou a guiar Sivan com as técnicas da indústria, e eles imediatamente tiraram a sorte grande com o primeiro vídeo de audição dele. Para seu primeiro papel, Sivan interpretou um jovem Hugh Jackman no super-herói sucesso de vendas Wolverine.

Outros papeis seguiram; atuando no palco ao lado de Sir Ian McKellen em Esperando Godot, e o papel-título em Spud, uma franquia sul-africana estrelada por John Cleese. Enquanto isso, a sequência do YouTube de Sivan estava crescendo, e ele voltou a cantar e escrever suas próprias canções. Sua faixa The Fault In Our Stars – inspirado na novela sentimental de John Green sobre câncer na infância – explodiu no iTunes, e Sivan doou todo o rendimento da música para o Princess Margaret Hospital Foundantion de Perth. Foi no período em que John Green tuítou sobre a música para seus mais de 3 milhões de seguidores no Twitter que a EMI chegou a Sivan e o ofereceu um contrato com a gravadora.

Quando eu pergunto ao diretor-gerente da EMI Australia, John O’Donnell o quanto sua gravadora tem investido no álbum de estreia de Sivan, O’Donnell resiste. “Oh, isso seria muito impróprio da minha parte te contar!” ele diz, rindo. O que O’Donnell diz é que Sivan está trabalhando em um orçamento “razoavelmente modesto”. Considerando que Sivan, de acordo com EMI, já vendeu 750.000 faixas e 180.000 cópias do EP TRXYE, O’Donnell está confiante sobre o álbum. “Ele já é um artista rentável,” ele diz, “então nosso investimento no álbum é bastante… bom” Ele dá uma risadinha, satisfeito.

Se 2014 foi o ano de Taylor Swift, EMI está garantindo que 2015 será o ano de Sivan. Ele já possui mais seguidores no Instagram do que Michelle Obama, e alguma semana após nosso encontro, Sivan pousará em Nova Iorque e encontrará sua cara exposta em um anúncio publicitário do YouTube na Times Square, nada estrondoso. Ele completará 20 anos em Junho, e ele tem pensado em se mudar para Los Angeles, a longo prazo.
Quando nós voltamos para a casa dos Mellets, Sivan me convida para ir ao seu quarto para escutar suas novas músicas. Esse quarto é famoso agora, sendo a sede principal onde Sivan grava a maioria de seus vlogs. Minimalista e um showroom limpo da Ikea, não há um traço de desordem: nenhum livro ou decoração; apenas um ornamento na forma do símbolo “@”. Parece-me que se Troye Sivan alguma vez começar sua própria religião, “@” seria um símbolo bastante adequado de fidelidade.

Do outro lado da cama de casal de Sivan, baixa e moldurada com luzes, está sua mesa que vai de parede a parede, e no topo está dois alto-falantes Rokit de qualidade de estúdio e seu MacBook Pro de 15 polegadas. No laptop, Sivan procura pelas canções em progresso de seu futuro álbum de estreia. Em uma conversa normal, Sivan é propenso a quebrar contato visual e pode parecer distraído, mas quando ele fala sobre música, é como se ele tivesse sido sacudido e eletrificado – ele está focado, animado e quase nervoso de entusiasmo. As novas músicas que ele toca para mim são elevados hinos pops de decepçõão e desejo de viajar, cantadas por uma voz que soa como alguém com o dobro da idade de Sivan.

Em um momento de Talk Me Down – uma balada meio Frank Ocean feita para ser cantada pelo público em estádios – Sivan balança seu dedo pelo ar animadamente. Isso, ele diz, será a parte da música onde, quando cantar ao vivo, ele apontará o microfone para a plateia para que ela cante a letra para ele. Neste momento ele será movido pelo público. Ele irá chorar. De fato, Sivan já consegue enxergar isso de maneira tão clara – até mesmo visualizar – que você consegue ver porque os membros da família Mellet são advogados tão fortes da ideia de que visualizar objetivos os fazem se manifestar no universo. Para Sivan, pelo menos, isso funciona.

Se a música não der certo, Sivan diz que está cheio de outros planos. Ele talvez estude atuação na Western Australian Academy of Performing Arts. Seu pai acha que Sivan seria um grande porta-voz dos direitos gays.
Um dos últimos vlogs de 2014, que já alcançou mais de um milhão de visualizações, tem o título de “Becoming You”. Com uma filmagem sobre ele pensativamente olhando para a meia distância e passando a mão em seu cabelo, sua voz em off diz aos seus fãs: “Estou no caminho de ser alguém igualmente preocupado por, e obcecado com. Meu verdadeiro eu.”

No final do vídeo, Sivan acena, sem um rastro de ironia ou cinismo: “Eu amo muito vocês, e vejo vocês todos na semana que vem.”

Entrevista traduzida: HERO Magazine

Não é um segredo que o YouTube é uma terra fértil para jovens empreendedores. Mas o que é enigmático é a possiblidade de usuários específicos que são capazes de comandar e conquistar portais digitais para atrair milhões de visualizações, comentários, curtidas – e amor.

As plataformas sociais virtuais têm simultaneamente democratizado indústrias que uma vez eram inacessíveis, elitista e principalmente casuais. A mídia social tem dado poder de volta para as pessoas; aqueles com talento podem ter suas vozes ouvidas e esforços recompensados.

Troye Sivan de 19 anos é um desses conquistadores sociais. A maior definição de uma sensação do YouTube, o vlogger, cantor e ator tem 3,2 milhões de seguidores e seu canal é o segundo mais inscrito da Austrália.

No verão passado Troye lançou seu primeiro EP, TRXYE, sua música Happy Little Pill apareceu nas paradas Top 10 pelo mundo. Como ator, ele alcançou os telões interpretando o jovem Wolverine em X-Men Origens: Wolverine em 2009 e ganhou o papel principal nos filmes populares de Spud, onde ele trabalhou ao lado de John Cleese.

Visualizações alcançam os 10 milhões, comentários inundam e o conteúdo é compartilhado pelo mundo inteiro. Mas disparadas de números de lado, os que irão continuar são os que firmemente progredirão porque possuem talento.

Lewis Firth: Então o que você tem feito ultimamente? Eu sei que nós tivemos que reagendar já que você teve ensaios de último minuto…

Troye Sivan:  Eu cheguei em LA cerca de duas semanas atrás. Eu não canto ao vivo há um longo tempo. Não minha própria música, de qualquer jeito.  Eu costumava cantar muito com instrumentais horríveis no YouTube. Eu estou ensaiando com a banda e apenas ficando familiar em estar no palco e tendo outras coisas técnicas medidas e testadas. Eu estou neste período estranho de crescimento de ficar pronto para me apresentar no palco sem me mijar.

LF: Então todos desses ensaios, eu presumo que é para a nova música que você planeja lançar este ano?

TS: Sim. Eu vou para o estúdio de manhã e depois ensaio de tarde. São todas músicas novas, na verdade. Uma das músicas que eu estou ensaiando atualmente eu apenas escrevi tipo, uma semana e meia atrás. Isso é muito animador.

LF: Então tudo isso continua muito fresco, né?

TS: Sim, alguns dos conteúdos já estavam na fila por um tempo. Eu vou cantar algumas músicas de TRXYE, mas a maioria das coisas serão novas.

LF: Quando você disse ensaiando, eu presumei que você tenha gravado isso um pouco antes, e apenas agora você está começando a ensaiar para eventos ao vivo.

TS: Isso é provavelmente como deveria ser mas eu estou apenas um pouquinho para trás, eu acho.

LF: Isso não é algo ruim. Isso significa que está fresco em sua mente quando vai ensaiá-lo, certo?

TS: Isso está mudando como eu vejo a minha própria música.  Há algumas músicas que eu escrevi para TRXYE que eu senti, naquele momento, que eu não conseguia deixar no nível que eu queria que ficassem. Agora eu tive mais tempo para arrumá-las. O processo tem me dado uma perspectiva nova sobre tudo isso. Eu estou interessado para ver com o público reagirá.

LF: O público já te conhece muito bem, e isso é principalmente por causa de sua presença no YouTube. A mídia social teve um grande papel em seu crescimento como músico, então como tudo isso começou?

TS: Eu cantei por toda minha vida. Quando tinha oito anos eu cantei nesses tipos de eventos corporativos, como noites de gala, coisas assim. Eu estava doente em casa um dia e encontrei este site chamado YouTube e decidi postar um vídeo. Isso fez um completo sentido que pessoas podiam reagir e dar feedback imediatamente. Tem sido assim desde o primeiro dia e eu estou acostumado com isso. A partir daí, isso significou abrir mão um pouco da minha vida e fazer vídeos ocasionalmente. Eu fazia vídeo tipo a cada seis meses por alguns anos. Depois minha voz começou a mudar e eu perdi toda minha confiança. Com sorte, naquele momento, um empresário de atuação me encontrou e disse que não poderia me prometer nenhum trabalho em relação à minha música mas ele poderia me enviar para atuar.  Eu nunca havia tentado isso, mas eu disse com certeza. Foi assim que eu me apaixonei por atuação.

LF: Que papeis surgiram disso?

TS: A primeira audição que tive foi para X-Men Origens: Wolverine. Eu ganhei o papel como jovem Wolverine.

LF: Porra, começando do lugar mais difícil então.

TS: [risos] Sim! Depois eu fiz os filmes de Spud – três deles. Foi uma distração maravilhosa da minha voz que não soava como costumava. Isso me deu tempo para me acostumar com ela. Eu apenas reaprendi tudo que eu sabia anteriormente. Isso começou a ser um hobby de novo. Mesmo que não estava me apresentando publicamente e tal, eu apenas voltei para as raízes e percebi que poderia continuar a escrever e fazer minha própria música. Eu encontrei Amy Winehouse e isso mudou minha vida quando notei que ela escreveu todas suas músicas sozinha e isso era como terapia para ela. Isso me inspirou a fazer mais música, a qual eu fiz em casa. Depois eu fiz uma música baseada no livro de John Green chamado A Culpa é das Estrelas, e ela acabou sendo a música que minha gravadora encontrou e foi o que me fez assinar. Pelo caminho, eu comecei a visionar as músicas em minha cabeça, e esse foi um grande momento para mim.

LF: Nós somos uma geração transicional em qual nós vivemos pela falta e presença de mídia social. Isso tem democratizado as indústrias criativas. Você acha que isso é um pouco de mais, como tudo mudou subitamente?

TS: Eu ia dizer exatamente a mesma coisa que você disse: isso tem tornado a música em uma democracia. Isso tem colocado as pessoas no controle do que elas gostam e do que elas não gostam.  Isso é uma coisa tão animante. Eu fiz meu Twitter quando tinha quatorze ou quinze anos, então eu não me lembro muito de como era não ter Twitter. Eu acho que isso é absolutamente louco. Ser um artista que tem explorado isso e ser encontrado dessa maneira é algo que eu tenho muito orgulho. Eu acho que existe um estigma ligado ao YouTube e aos YouTubers, dizendo que há uma falta de qualidade. Isso é um ótimo jeito para artistas serem encontrados quando se conectam com as pessoas.

LF: Você usa o YouTube como uma maneira de se conectar com seus fãs para ganhar feedback?

TS: Depende. Eu costumo ganhar feedback em muitas coisas já que eu posto muito online. Esse feedback é absolutamente incalculável. Mas eu acho que há momentos quando estou um pouco cauteloso sobre alguma coisa, e eu não quero que isso bagunce minha visão. Eu aprecio o processo de reservadamente fazer a música e depois lançar uma vez que acho, em meus olhos, que está em sua perfeita forma. Imogen Heap, para seu álbum Eclipse, fez vlogs dela fazendo a música. Ela falava tipo assim, “Bom dia pessoal, hoje eu estou fazendo essa música e eu mudei o som sutilmente,” e depois ela postava-o naquela noite e algumas pessoas pediam para ela continuar ou mudar para como era. Todo os fãs dela estavam dentro do processo inteiro.

LF: Uau, isso é coragem.

TS: Eu não sou corajoso o suficiente para fazer isso, mas eu acho que é muito legal manter essa conversação aberta. Eu não acho que estou no ponto onde eu poderia fazer algo assim ainda; eu ficaria muito distraído.

LF: Eu acho que é muito difícil para alguém como você não ficar distraído pelos comentários já que você possui milhões de seguidores. Eu acho que em qualquer indústria criativa, para manter esse sistema auto exploratório de criatividade é quase impossível nesta era em que você está sendo constantemente bombardeado por opiniões e conteúdo.

TS: Sim, mas por outro lado, você pode ver arte de todo o mundo que você anteriormente não teria acesso.  Como qualquer coisa, eu acho que há positivos e negativos. Eu acho que somos tão sortudos de estarmos vivos neste momento vivendo por esta era digital e assistindo-a se revelar.

 LF: Mas você acha que a era digital tem seus negativos? Muitas pessoas, principalmente de uma geração mais velha, discutem que isso faz as crianças menos sociáveis e mais solitárias. Quer dizer, se alguém é introvertido então ele será introvertido sem um celular ou com, certo?

TS: Eu tento não usar meu celular na janta e coisas assim, mas há aspectos bons e ruins para todas as coisas. Essa criança introvertida, que não está conversando com as pessoas em uma festa, pode estar conversando com um novo amigo do outro lado do mundo pelo Twitter. Nossos avós e pais nunca poderiam pensar em fazer isso em sua época. Isso é super social, ultra social, nós estamos conversando com os outros toda hora. Ter um equilíbrio entre o mundo real e mídia social é muito importante. Eu acho que será uma dificuldade para muitas pessoas mas eu não acho que é algo ruim colocar certos limites. Tipo, olhe para a discussão do vestido azul e preto, branco e dourado na mídia social que aconteceu recentemente. Isso foi uma piada interna que o mundo inteiro compartilhou com outros. Essa conexão global e senso global de comunidade nunca houve antes da mídia social.

LF: Em termos desta comunidade global que você está falando, isso te torna ansioso antes de postar algum conteúdo?

TS: Não muito. Eu senti que estava postando para ninguém. Eu estava postando e depois algumas centenas de pessoas assistiram e algumas se inscreveram. Mas depois eu estava postando para pessoas que gostavam de mim. Se eles não gostassem disso, então eles não se inscreveriam, certo? Em geral eu me sinto muito sortudo de ter uma comunidade positiva que está respondendo a mim.

LF: Você tem uma grande comunidade de seguidores, então isso é obtido por autopromoção?

TS: Isso foi bem gradual. Isso aconteceu pelos últimos sete anos ou quase isso.

LF: Sete anos é um longo tempo.

TS: Sim, isso não aconteceu da noite para o dia ou coisa assim. Eu não tive um vídeo que ficou viral e tal.

LF: Eu acho que a segunda levada de YouTubers ficam frustrados e desistem muito mais fácil já que eles esperam fama imediata; isso não acontece desse jeito.

TS: Se você começa pelas razões certas – essas razões sendo que você ama o que faz e você quer compartilhá-lo – então você prevalecerá. Se você está tentando ser “Famoso do YouTube”, então isso não dará certo.

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