Troye Sivan é capa da nova edição da revista “L’Officiel Hommes” em sua versão americana. Além de um photoshoot, que você pode conferir em alta resolução ao final, a edição também traz uma matéria com o cantor falando sobre seu novo álbum, com destaque para detalhes de mais uma faixa que deverá fazer parte do repertório do CD, “qSeventeen“.

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“My My My!” e “The Good Side” são as primeiras entregas do próximo álbum de Sivan, ainda sem nome, o qual os fãs estão chamando de “TS2”. Outras faixas confirmadas anteriormente incluem uma parceria com Ariana Grande e “Bloom”, uma música atrevida, cheia de trocadilhos sobre perder sua virgindade, que compete com “Bon Appétit” de Katy Perry. Explicando o álbum para mim, ele diz, “Algumas músicas são realmente leves, suaves e divertidas, algumas são um pouco mais explícitas, algumas um pouco mais escuras.” Pop dark?

“Há uma música chamada ‘Seventeen’ que eu basicamente escrevi sobre conseguir um RG falso e usar o Grindr quando eu era mais novo e fazer as coisas do meu jeito me sentindo como um adulto, mas sem ainda ser um, e querendo participar daquela comunidade e conexão e não saber como acha-las,” ele diz sobre uma experiência extremamente conhecida de homens gays explorando sua sexualidade. Um recente filme que ganhou o prêmio de Sundance sobre exploração sexual gay, Beach Rats, que Sivan já viu, aborda uma situação parecida – apenas troque Grindr por uso de webcam e adicione uma resolução violenta.
“Havia um refrão original escrito para ‘Seventeen’ sobre ficar com um homem mais velho… Isso é verdade, mas ao mesmo tempo é desconfortável e provavelmente fará outras pessoas ficarem desconfortáveis. Eu não estou fazendo apologia a essa experiência, mas eu também não me arrependo dela.” O assunto abordado na música colocará Sivan em um cânone do pop incluindo o conflituoso e confessional “Hands Clean”, de Alanis Morissette de 2002, e o álbum deturpado de estreia de Aaliyah, Age Ain’t Nothing but a Number, de 1994, mas para uma geração diferente com uma perspectiva diferente.

O que Sivan está abordando é um paradoxo que muitas estrelas pop dos dias de hoje enfrentam: Autenticidade é necessária, assim como a responsabilidade, mas e se elas estiverem em conflito?
“Não é como se eu estivesse glorificando isso; é sobre relembrar daquela experiência com um estranho coquetel de emoções como nostalgia e carinho – mas também, fico um pouco assustado por isso. Há fotos de mim quando eu tinha aquela idade e eu pareço muito novo. O que aquele menino estava fazendo?”
Curiosamente, Sivan poderia facilmente estar descrevendo o roteiro do filme indie de romance mais comentado de 2017: Call Me By Your Name (Me Chame Pelo Seu Nome), que mostra um estudante graduado e um adolescente entrando em um romance ilícito que acontece no lindo cenário de Crema, Itália. As semelhanças entre Sivan e o protagonista do filme Timothée Chalamet são muito obvias para serem ignoradas: Eles são graciosos, magrinhos, com cabelos escuros, olhos claros e 22 anos de idade.
“É diferente com filmes: as pessoas podem cria-los porque está explorando uma perspectiva e não está dizendo se algo é certo ou errado. Como alguém que tem que aparecer e falar sobre minha música e ser o rosto dela – será que estou glorificando comportamentos possivelmente perigosos?” ele pergunta, retoricamente. […]

“Na minha escola havia 30 crianças em cada série, então eu só conhecia 30 crianças. Eu comecei a estudar em casa quando tinha 14 anos, então como que se conhece novas pessoas assim? Eu sempre tive muito medo de sair, e ainda sou um pouco assim,” ele reflete. No entanto, seu novo parceiro, um cara super sociável, está fazendo ele se soltar mais, e essa mudança parece boa. “Eu me sinto mais confortável quase que de todas as formas e em quase todos os lugares em minha vida. Eu me sinto confortável ficando em casa e fazendo nada porque me sinto seguro com o que tenho. Me sinto confortável ao sair e conhecer novas pessoas. É muito legal quando um relacionamento consegue de verdade revelar o melhor de você, e você gosta bastante da pessoa em que se tornou nessa experiência.” Naturalmente, esse amor inspirou seu novo álbum.

Os compositores de “TS2” inclui seu time central de Blue Neighbouhood formado por Leland, Allie X e Bram Inscore. Diversificando, Sivan foi atraído a Ariel Rechtshaid, que possui créditos profissionais incluindo “Losing You” de Solange, “Everything Is Embarrassing” de Sky Ferreira, e vários trabalhos com HAIM.

Ele também conseguiu sessões com o time poderoso de Max Martin, que em todos os aspectos está quase garantido em criar um hit de rádio. A colaboração cobiçada veio a partir de algo como uma prova de admissão, e um pouco de encontro ligeiro. “Toda essa estadia com o time de Max Martin aconteceu assim, eu fui em uma reunião, e tinha uma grande mesa redonda cheia de gente Sueca que meio que pareciam ser iguais e com o mesmo nome. Foi meio que um grande borrão.” Naquela reunião inicial, ele explicou a eles sua visão e eles decidiram quem entre eles trabalharia melhor com Sivan. “E então eu entrei e passei uma semana onde cada dia eu ficava com um produtor diferente e mais preparado daquela equipe. Quatro desses dias não deram muito certo, mas depois os outros três deram. E eu amei muito trabalhar com essas pessoas, então organizamos mais sessões. Acabamos criando alguns de meus momentos prediletos de todo meu álbum.”

Mesmo que grandes nomes estejam ligados ao seu projeto, Sivan está completamente no comando. “Quando eu penso em artistas que admiro, eu sempre penso que eles são os capitães de seu próprio navio. Como Taylor Swift, Charli XCX ou Carly Rae Jepsen – eu consigo ouvi-las escrevendo e sei que por trás de uma pop star há um ser criativo. É assim que quero ser visto por outras pessoas. É assim que me sinto,” ele diz, adicionando, “eu amo fazer essas coisas demais. Eu amo estar envolvido em cada parte do processo. Eu sinto que estou ficando melhor em tudo isso. Estou ansioso para revelar isso para as pessoas. Estou muito orgulhoso da música, e estou muito orgulhoso dos visuais até o momento, e eu só quero continuar assim.”

Enquanto Sivan começa um novo capítulo – uma sequência da história de sua vida, tanto pessoalmente como profissionalmente – ele é claramente capaz de reconhecer todas as parte diferentes que o tornam quem ele é como um homem e um artista hoje. “Eu aprendi mais nos últimos cinco anos do que todo o resto junto até agora. Eu cresci muito resguardado e confortável na Austrália, e tudo que sabia era que eu amava música. Nos últimos cinco anos, eu realmente pude ver o mundo. Conheci tantas pessoas, me apaixonei e me desapaixonei, muitos dos meus sonhos se tornaram realidade. Eu tive alguns dos anos mais formadores que acho que moldarão o resto da minha vida.”

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L’OFFICIEL HOMMES BY JACK PIERSON

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