Troye Sivan concedeu uma entrevista para revista LGBT The Vital Voice. Confira os principais pontos:

Sua música é muito bem recebida pelas pessoas, especialmente as que estão saindo do armário. Isso sempre foi um objetivo?
Eu acho que foi mais uma reação natural. Eu sou muito grato por ter saído do armário antes de ter começado a fazer música profissionalmente. Isso permitiu que eu pudesse escrever honestamente. Apenas uma música do álbum tem um tema LGBT (Heaven). É sobre sair do armário.

A maior parte do álbum é de música pop sobre relacionamentos, família e amigos. As pessoas costumam colocá-las na categoria LGBT porque sou gay, mas essas músicas não são necessariamente sobre isso. Eu entendo completamente isso e admiro muito. Eu sou muito grato por apenas cantar abertamente sobre o que está acontecendo na minha vida gay e conseguir ajudar outras pessoas.

Você mencionou que a inspiração para suas letras vem de relacionamentos, família e amigos, mas e sobre a sonoridade?
Em termos de som, eu ouço muitas músicas. Eu fico emocionado quando percebo o tanto de música maravilhosa que temos. Há tantos artistas – artistas clássicos – que eu ainda não conheço e ainda tenho que descobrir. Eu finalmente comecei a escutar Joni Mitchell há uns meses e estou apaixonado. O mundo inteiro conhecia Joni Mitchell, menos eu.

Quando penso nisso, eu fico muito emocionado porque há muita música no mundo que quero consumir, mas eu preciso apenas continuar fazendo isso. Então eu acho que minha música é uma combinação de cada influência da minha vida, desde grandes até pequenas.

Joni também foi uma peça importante no GRAMMY Awards, e há rumores de que você é uma possível escolha para a categoria de Melhor Artista Novo.
Isso é tão estranho porque eu ainda não pensei nisso. Eu fico nervoso, e não quero ter má sorte. Você é a segunda pessoa que me falou sobre isso nos últimos vinte minutos. Agora minhas mãos estão suando só de pensar.  Eu nem sei o que dizer.

Como você se sente ao ser indicado como um músico após ser conhecido por tanto tempo apenas por sua carreira no YouTube?
Essa categoria mudou tanto nos últimos anos. Eu não consigo me lembrar da definição exata, mas eu entendo: eu ainda me sinto como um novo artista.
Estou mudando e crescendo tanto que eu preciso continuamente apresentar-me a mim mesmo.  Eu quero que meu segundo álbum soe completamente diferente do primeiro. Eu quero continuar crescendo.

Você acha que isso impulsionou muito trabalho para o sucesso do seu primeiro álbum?
Criativamente, isso impulsionou a base para o álbum. Eu precisei de um tempo para decidir como eu queria que o álbum fosse. Eu realmente gosto de EPs. Eu me sinto muito confortável com eles porque eu acho que você pode passar por seis músicas por exemplo, uma mensagem e uma vibração, mas não há nada sólido.

Eu gosto da ideia de estar em sincronia e poder sentir. O álbum foi apenas uma versão extrapolada disso, onde eu senti que poderia me expressar, contar uma história completa e pintar uma imagem completa.

Eu vi que você se apresentou no Billboard Awards. Essa foi sua primeira grande apresentação em uma premiação?
Na verdade, foi a primeira vez que cheguei a ir em uma premiação. Foi muito emocionante, eu chorei antes e depois da apresentação. Foi provavelmente um dos melhores dias da minha vida. Já faz quase um mês que isso aconteceu, e ainda sinto como se tivesse acontecido ontem. Eu ainda estou tentando processar isso. Eu ainda não assisti à apresentação, nem sei se vou algum dia. Talvez depois, mas eu fico nervoso só de assistir.

Essa foi uma amostra do que as pessoas podem esperar da Suburbia Tour?
Bem, nós vamos tocar mais música. Eu acho que visualmente, também, essa turnê será um grande avanço. Esse é um dos meus objetivos principais; eu quero que ela deixe as pessoas de boca aberta.

Com que artista você compararia os seus shows?
O show é bem individual e diferente de tudo que tem por aí. É muito intimista para mim. Eu tenho uma forte conexão com meu público e cada noite é completamente diferente. Com essa experiência, eu acho que isso é exatamente o que o diferencia: a vibração. Você tem que ir, sentir e ver para entender o que eu quero dizer. Eu estou muito orgulhoso disso.

Qual música você mais gosta de cantar na turnê?
Provavelmente “Heaven”, que escrevi sobre minha experiência de sair do armário. Olhar para a plateia e cantar essa música toda noite é definitivamente algo que me mudou como pessoa.