Confira a pequena entrevista dada por Troye Sivan ao site da GQ Magazine:

Após sua turnê – Ásia, Europa, América do Norte – no que você está mais interessado em fazer?

Eu acho que passei os últimos dois anos trabalhando no álbum e na turnê do Blue Neighbourhood, e estou animado para tirar alguns meses e refrescar minha mente para pensar e escrever. Estou animado para ficar entediado de novo. Acho que fico mais criativo quando estou entediado. Não tive tempo para ficar entediado recentemente. Estou animado para relaxar e não viajar por um tempo e espero começar a compor. Eu tenho alguns projetos não relacionados a música para o ano que vem, alguns projetos no âmbito LGBTQ e coisas de ativismo. Talvez escrever alguma ficção ou não ficção. No momento, me sinto extremamente aberto para qualquer tipo de projeto criativo.

Você se conhece tão bem que já sabe que o tédio te traz uma fonte criativa. Quando descobriu isso?

Eu acho que sempre foi assim para mim. Desde que eu era criança eu ficava entediado, então eu aprendi a cantar e comecei a ter aula de canto. E então, toda vez que ficava entediado eu escrevia músicas e aprontava coisas no meu computador, criando batidas. Depois fiquei entediado e comecei a fazer vídeos para o YouTube; isso mudou minha vida de um jeito enorme. Isso que me rendeu um contrato com a gravadora. Quando estou sentado e parado eu gosto de fazer alguma coisa.

Você canta bastante sobre ser jovem. Sobre o que você acha que vai cantar quando ficar mais velho?

[Risos] Não sei direito. Ainda não sei. Para mim, escrever é algo pessoal, eu escrevo sobre coisas super pessoais, autobiográficas. Sempre haverá coisas em minha vida sobre as quais poderei escrever. No momento, tenho 21 anos e estou experimentando muitas coisas pela primeira vez. Talvez quando ficar mais velho será sobre sentar em uma cadeira de balanço, bebendo vinho tinto. Esse é o plano. Eu quero ter filhos e um marido gostoso. Aos 35 anos, quero estar em uma cadeira de balanço.

No que você pensa quando ouve seu álbum?

Eu realmente amo escrever músicas. Eu sei que há cantores melhores do que eu, que tem uma melhor aparência do que eu, dançam melhor, e todas essas coisas. Há pessoas que são melhores compositores do que eu, também. Mas a coisa que ninguém pode retirar de você é a sua escrita. Se eu escrever apenas para mim mesmo, é uma coisa da qual muito me orgulho e que eu profundamente gosto de fazer. Eu achei que iria ouvir o meu álbum e pensar: “Ah, eu mudaria isso e mudaria aquilo”. Eu ouço ele e é como uma cápsula do tempo; eu escrevo super honestamente. Ele captura minha vida aos 19 anos.